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Edição Nº 192

DEPOIS DA COP-15

Lula culpa UE por fracasso em acordo do clima

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou nesta segunda-feira, 21, os países europeus pela falta de um acordo com metas mais ousadas na cúpula do clima de Copenhague. Segundo Lula, a União Europeia se escondeu atrás de uma possível proposta norte-americana para que o protocolo de Kyoto não fosse cumprido. O presidente disse que pensou em abandonar a conferência, mas esperou pelo posicionamento do governo norte-americano. Apesar das críticas, Lula disse que o quase-acordo foi o melhor resultado possível e que aguarda que na conferência no México, as metas sejam mais claras. "Não havia a possibilidade de acordo porque os europeus estavam querendo se utilizar dos Estados Unidos, que não são signatários do protocolo de Kyoto, para descumprir o acordo. As pessoas estavam reféns da posição americana que o Congresso ainda não tinha aprovado. [...] Mas terminamos melhor do que imaginado na véspera", disse. Lula criticou a proposta de financiamento contra o aquecimento global oferecida pelos países ricos. O presidente disse que US$ 10 bilhões por ano não representam um favor. A 15ª Conferência da Mudança do Clima da ONU (COP-15), que terminou nesta sexta-feira (18), em Copenhague, sem alcançar um acordo que obrigue os países a cumprirem metas de redução de gases. O objetivo do encontro era fechar um acordo para suceder o Protocolo de Kyoto, que foi assinado em 1997 e regula as emissões de gases do efeito estufa para 37 países industrializados, e cuja primeira parte expira em 2012.

Fonte: Folha Online




DEPOIS DA COP-15

China comemora acordo de Copenhague

O Ministério de Assuntos Exteriores chinês qualificou de "importante e positivo" o acordo obtido na Cúpula da Mudança Climática de Copenhague, e qualificou de "falsas e irresponsáveis" as informações que assinalaram Pequim e Washington como os grandes culpados por não ter acontecido um pacto vinculativo. O ministro de Assuntos Exteriores chinês, Yang Jiechi, se mostrou ontem à noite otimista sobre os resultados da cúpula, e assegurou que a China "continuará trabalhando com o resto da comunidade internacional" para enfrentar os desafios do mundo, incluindo o colocado pelo aquecimento global. Enquanto o chanceler chinês pronunciava estas palavras, em uma recepção de Ano Novo para os diplomatas em Pequim, seu porta-voz Qin Gang destacava em declarações à Xinhua a "transparência" que a China mostrou em seus comunicados em Copenhague e negava "pactos secretos" entre Pequim e Washington para livrar ambos de críticas.

Fonte: Efe e UOL




DEPOIS DA COP-15

Obama minimiza fracasso

No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse, em comunicado lançado após seu retorno de Copenhague (Dinamarca), que o acordo climático internacional alcançado foi um "importante avanço", mas que ainda há muito a ser feito. "Pela primeira vez na história, todas as maiores economias se reuniram para aceitar sua responsabilidade sobre a ameaça das mudanças climáticas," disse. Em discurso na Casa Branca, Obama disse que, após negociações "extremamente difíceis e complexas, este grande avanço firma as bases para a ação internacional nos próximos anos". Nos EUA, explicou que isso quer dizer manter os esforços para criar uma economia baseada na energia limpa e aprovar a legislação necessária para isso. O resultado prática da cúpula foi ínfimo. Em vez de elaborar um tratado com vínculos legais que definisse metas de corte nas emissões de gases-estufa, a única coisa que se conseguiu, após 13 dias de negociações, foi um documento de cumprimento opcional segundo o qual o aquecimento global não deverá ultrapassar 2ºC e os países mais desenvolvidos contribuirão com um fundo para auxiliar os mais pobres.

Fonte: UOL, Efe e Reuters





PARCERIA

Empresas do Brasil e Dinamarca atuarão em preservação ambiental

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação das Indústrias Dinamarquesas (DI) assinaram, durante a COP-15, em Copenhague, um memorando de entendimento para estimular parcerias empresariais nas áreas de eficiência energética e preservação do meio ambiente. Segundo o gerente-executivo da Unidade de Competitividade Industrial da CNI, Augusto Jucá, que integra a delegação da entidade na COP 15, o acordo estabelece que as duas instituições incentivarão a cooperação de empresas brasileiras e dinamarquesas nos setores de co-geração de energia, inovações biológicas e de enzimas, produção de biocombustíveis, controle de gases poluetes e utilização e reutilização da água. Jucá acrescenta que o memorando abrirá oportunidades para as empresas brasileiras ampliarem a participação no mercado dinamarquês e terem acesso à inovação. As possibilidades de parcerias são concretas, segundo ele, porque a DI representa mais de 11 mil empresas. “Com o memorando, a CNI estabelece uma plataforma que abrange desenvolvimento industrial, competitividade e uma economia de menos carbono”, ressaltou o gerente-executivo de Competitividade Industrial.

Fonte: CNI


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